sexta-feira, 24 de junho de 2011

O blackout em Cabreúva: 6 de junho de 2011

Pois é, com quase um mês de atraso, este blog quer dar os parabéns à ENRON-CESP pelas 27 horas sem luz nas Chácaras do Pinhal, após a tempestade de 6 de junho deste ano.

Foi muito legal!

Jantares a luz de velas, ficar sem saber se o mundo ainda existia, ficar sem celular e laptop (afinal de contas, quem mora nas Chácaras do Pinhal precisa de celular, laptop, internet banda larga?), banhos de canequinha com água aquecida no fogão.

Obrigada galerinha pela experiência radical de retorno ao modo de vida do século XVIII!! Da próxima vez, peço me enviar um guarda roupa digno de Maria Antonieta, uma mucama e pelo menos uns 100 escravos!

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Ah, eu falei da Enron e da Elektro, né? Então... olha só para quem NÓS pagamos uma "baba" de conta de luz todo mês:

ENRON
http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/fraudes-contabeis2.htm

É essa empresa que cometeu uma das maiores fraudes contábeis dos EUA a proprietária da ELEKTRO. Mas não se desespere: fique sabendo que a sua conta de luz está pagando o DIREITO TRABALHISTA de um monte de ex-funcionários da ENRON que foram lesados por ela!
Sem contar que estamos livrando alguns executivos WASPs da ENRON de serem molestados de forma compulsória sexualmente na cadeia! Não é MARAVILHOSO?????????

ELEKTRO
http://epoca.globo.com/edic/19980720/neg4.htm



Ágio obtido na Elektro e na Flumitrens anima o governo na venda da Telebrás




Os dois leilões de privatização realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro na última semana, embora de interesse local, tiveram repercussão nacional. As vendas da Elektro, distribuidora de energia elétrica em 228 municípios do interior de São Paulo e do Mato Grosso do Sul, e da Flumitrens, que opera na região metropolitana do Rio, surpreenderam pela volta de expressivos ágios, refletindo maior confiança dos investidores externos no país. contribuíram também para aumentar a expectativa em torno do megaleilão das 12 empresas do Sistema Telebrás, no dia 29.

A estatal paulista foi vendida com ágio de 98,9%, ao preço de R$ 1,479 bilhão, para a empresa americana de energia Enron. No Rio, a concessão de 677 quilômetros da rede saiu por R$ 279,6 milhões, um ágio de 671%. O comprador foi o grupo espanhol Renfe/Caf. "O quadro internacional foi favorável num momento em que a Rússia negocia com o FMI e o Japão procura sanear sua economia", diz Odair Abate, economista-chefe do Lloyds Bank. Para ele, não restam dúvidas de que a Telebrás alcançará um ágio importante. "O momento é bom e tem de ser aproveitado", afirma.

A disputa nos dois leilões reflete, antes de mais nada, as grandes oportunidades de negócios que as empresas oferecem. No leilão da Elektro, inscreveram-se cinco consórcios. No da Flumitrens, quatro. A Elektro é considerada a melhor empresa do setor de distribuição de energia, com potencial de crescimento de quase 6% ao ano, superior à média nacional. Já a Flumitrens oferece um mercado potencial de pelo menos 1 milhão de passageiros - número que a rede atendeu até os anos 80, antes de entrar em acelerada decadência. Hoje, o volume de usuários caiu para 130 mil pessoas por dia.

O leilão em São Paulo trouxe à cena a americana Enron, dona de um faturamento anual de US$ 20 bilhões. A empresa tem participação no gasoduto Brasil-Bolívia, que cortará uma das áreas servidas pela subsidiária da Cesp. "A Elektro é uma aquisição estratégica", afirma Denis Jungerman, vice-presidente da JP Morgan, consultoria que assessorou a Enron no leilão. O grupo americano está construindo uma usina de geração a gás em Cuiabá, no Mato Grosso, e ganhou a concessão da Riogás, distribuidora de gás natural no Rio. "Vamos continuar avaliando negócios no Brasil", afirma Diomedes Christodoulou, diretor da Enron no país.

Com a venda da Elektro, está quase completo o programa de vendas das distribuidoras de energia elétrica. No próximo semestre, devem começar a ser leiloadas as divisões de geração. Enquanto isso, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), reguladora desse mercado, prepara uma legislação para trazer mais competição ao setor. "Um novo modelo de consumo livre entre todas as regiões do país está sendo implementado", afirma Alexandre Fernandes, analista do banco Bozzano, Simonsen.

Isso quer dizer que as geradoras não terão mais restrições geográficas na venda da energia elétrica. Assim, a Cemig, de Minas Gerais, por exemplo, poderá vender para o mercado gaúcho pelas linhas de transmissão da Eletrobrás, que continuam nas mãos do governo. Quem sairá beneficiado com isso, num primeiro momento, serão os grandes consumidores, como as indústrias. "Redução de tarifas residenciais só a longo prazo", diz Sérvulo Lima, analista do banco Bozzano, Simonsen. A medida, de todo modo, é importante para evitar que da estatização se passe ao monopólio privado e à cartelização de preços.



Carla Jimenez



GIGANTE DA ENERGIA

Origem
A Enron vem de Houston, no Texas, Estados Unidos

Operações
Atua no gasoduto Brasil-Bolívia, tem a concessão da Riogás e constrói uma termoelétrica em Cuiabá (MT)

Planos
Tem interesse na Comgás, de São Paulo, e parcerias com a Petrobrás



Ficou contente? Realmente no Brasil, SOMOS AS PESSOAS MAIS INTELIGENTEMENTE BURRAS DA TERRA!!!!!

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